Update #46 ·

Porquê #EleNão?

Desde 2011, esta campanha vem lutando pela redução dos custos de nossos vereadores, deputados estaduais, representantes federais, e juízes. Muitos dos candidatos à presidência já demonstraram, em suas longas carreiras políticas, que também lutam pelos mesmos objetivos. 

Marina Silva, por exemplo, enquanto vereadora em Rio Branco, no Acre, devolveu o dinheiro de gratificações e outras mordomias que os outros vereadores recebiam e também divulgou seu salário como vereadora, o que permitiu, pela primeira vez, que a população soubesse sobre esses valores. Como senadora em 2010, foi a única no Senado a criticar publicamente e votar contra o aumento de 61,7% nos salários dos parlamentares, presidente, vice e ministros de Estado. Também criticou a proposta de reajuste de salários dos juízes recentemente, chamando-a de “imprudente”. 

Ciro Gomes abriu mão de três pensões vitalícias às quais ele teria direito como ex-prefeito, ex-governador e ex-deputado. Também deixou claro o que pensa sobre o mais recente reajuste no salário dos ministros do STF: “aumento a juízes e servidores é 'vergonha' e 'bofetada' na cara do povo”. Também já prometeu que vai combater os privilégios da classe política. 

Fernando Haddad, enquanto prefeito de SP, vetou qualquer índice de reajuste salarial para o próximo prefeito e congelou o teto salarial do funcionalismo municipal em R$ 24,1 mil pelos próximos quatro anos. Enquanto isso a Câmara Municipal ia em contra do mesmo, com o projeto de aprovar um aumento em 26,4% nos subsídios pagos para o prefeito e o vice. Haddad está agora propondo uma redução de férias de juízes e promotores para 30 dias. 

Alckmin reajustou o seu salário em 3% em 2018, elevando-o para R$ 22,3 mil, enquanto criticava o reajuste do Judiciário como “inadequado no momento.” Ou seja, quer pra si mesmo mas não para os outros. 

Já o Bolsonaro, quando perguntado sobre o seu salário, disse o que disse no vídeo abaixo (“não abro mão de nada”) e tem de fato elevado os gastos públicos ultimamente. Votou a favor de todos os aumentos em seu salários no passado (por exemplo, em 2010). Tem também viajado o Brasil afora recentemente, acompanhado de seu filho Eduardo Bolsonaro, com passagens e quartos de hotéis pagos pela Câmara dos Deputados. O candidato chegou a multiplicar por 8(!) os gastos com viagens a estados fora da sua base eleitoral, em comparação com a legislatura anterior. Juntos, pai e filho gastaram R$ 520 mil em passagens e hospedagens até abril de 2018. Entanto, agora diz que votará contra o reajuste dos salários dos ministros do STF se eleito. 

Uma análise de seus votos em 27 anos como deputado federal no Congresso revela convicções diferentes das que ele vem sustentando (veja o link na zona de comentários). 

Fica a dica, então! Acredite em quem faz, e não só quem diz! #EleNão

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