Back to Outonos da Vida Associação para os Cuidados Paliativos e Dor Crónica

Os Direitos dos Doentes Incuráveis

OS DIREITOS DO PACIENTE INCURÁVEL

Eu tenho o direito de ser tratado como ser humano até à morte.

Eu tenho o direito de manter a minha esperança, não importa o quão inconsciente ela seja.

Eu tenho o direito de ser tratado por aqueles que mantenham a esperança, não importa quão inconsciente seja.

Eu tenho o direito de expressar as minhas emoções e os meus sentimentos a respeito da minha morte, da minha própria maneira.

Eu tenho o direito de participar das decisões a respeito do meu tratamento.

Eu tenho o direito de continuar a ser atendido por médicos e enfermeiros, mesmo quando o objectivo deixa de ser a cura e passa a ser o conforto e a paliação.

Eu tenho o direito de não morrer sozinho.

Eu tenho o direito de não sentir dores.

Eu tenho o direito de a respostas sinceras ás minhas perguntas.

Eu tenho o direito de não ser enganado.

Eu tenho o direito de ter ajuda da minha família e para a minha família no processo de aceitação da minha morte.

Eu tenho o direito de morrer em paz e com dignidade.

Eu tenho o direito de à minha individualidade, e de não ser julgado pelas minhas decisões que podem ser contrárias à crença dos demais.

Eu tenho o direito de discutir e ampliar as minhas experiências religiosas e/ou espirituais, independentemente do que isso possa significar para as outras pessoas.

Eu tenho o direito de esperar que seja respeitado a inviolabilidade do corpo humano após a morte.

Eu tenho o direito de ser tratado por pessoas sensíveis e competentes, que tentarão compreender as minhas necessidades e que conseguirão obter alguma satisfação ao ajudarem-me a encarar a morte.

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