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Descanse em paz

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Finados, o dia dos mortos... a data  dedicada àqueles que se foram para o descanso eterno. Viveram suas vidas, combateram seus combates, passaram seu tempo e o tempo os passou. Uns com embate, outros no abate. Muitos se foram, deixando espaços abertos que só serão preenchidos quando outros... se com as mesmas singularidades aparecerem. Duvido! Nesse vazio que fica sem ser preenchido, ficam perguntas sem respostas, frases inacabadas, mãos sem o afago de outras mãos que de tão companheiras, tinham simbiose afetiva e viviam entrelaçadas... Ficam olhares sem sentido, no vislumbrar do nada. Foram amados, estimados, kiridos, admirados. Se deixaram mágoas, com certeza foram perdoados porque, na dor da perda do amor também se perde o rancor; fica tudo numa dormência que vai diminuindo dia à dia até só restar a saudade. Aquela saudade que é sempre banhada em pranto e tristeza. Os sentimentos de mau significado são esquecidos e nessa dor  só se escuta o coração chorando apertado. Foram trabalhadores de terra e do ar, honrados, de uma "mão de obra" inatacável, pelo nível de excelência técnica e humana. Deram-se de corpo e alma àquilo que amavam e as Companhias a que pertenceram lhes davam como reciprocidade, sendo   empresas respeitadas nacionalmente e internacionalmente e consideradas excelentes no ramo da aviação comercial no mundo.  Criou-se então um Fundo de Pensão para a complementação de aposentadorias e todos participaram, descontando vultosos valores mensais descontados na folha de pagamento. Em 2006, o pesadelo da Intervenção reduziu os pagamentos das complementações  a meros 8% do total que recebiam. 

Um verdadeiro desastre para todos os participantes do Aerus ativos, assistidos e pensionistas. Muitos faleceram prematuramente, por carências que poderiam e deveriam ter sido atendidas, mas, incoerentemente, pelas outras partes não terem  cumprido o que foi contratado, tais carências  se avolumaram, se tornaram crônicas e  adiantaram os desenlaces. O desfecho "sinistroso" do Aerus, tem como causa: o egoísmo, a ganância e desonestidade de uns, que com a anuência de outros... cujas funções precípuas seriam as de fiscalizar e impedir tais comportamentos e manter o curso de uma gestão decente, ética e responsável. Esses "uns e outros",  perpetraram a todos os  participantes  (principalmente aos  que faleceram e que não tiveram o direito de ter uma qualidade de vida, apesar de terem pago regiamente para isso), todos esses longos anos de sofrimento. Num futuro não tão distante, será possível, num exame de consciências, analisar atitudes, verificar traços, vestígios e evidências que comprovarão a culpa dos implicados no "desastre do Aerus" e consequentemente juntar-se-á a  agravante de terem promovido tais  carências que abreviaram o tempo de vida desses  participantes, cujas existências poderiam ter sido estendidas se os recursos financeiros  a que tinham direito (pela complementação de suas aposentadorias), os habilitassem aos serviços médicos, fisioterapêuticos, internações hospitalares, remédios, alimentação adequada, além de outros cuidados.

Para quem os sinos devem dobrar, é um réquiem por esses homens e mulheres, que após cumprirem seus deveres, se descobriram sem haveres, no momento em que a idade começou a "vergar-lhes ao vento" mas que certamente não quebrariam  e resistiriam por muito mais tempo se tivessem sido protegidos pelo que tinham direito.


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